O rio não era o fim de Moisés
Existem momentos na vida em que tudo o que podemos fazer é confiar.
Não porque entendemos o que Deus está fazendo. Não porque as circunstâncias fazem sentido. Mas porque chegamos ao limite das nossas forças e descobrimos que somente Ele pode conduzir aquilo que já não conseguimos controlar.
A história de Moisés começa em um dos períodos mais sombrios da história de Israel.
José havia morrido. Um novo Faraó se levantou. O povo crescia rapidamente, e aquilo que deveria ser motivo de celebração tornou-se motivo de perseguição.
Quanto mais os hebreus cresciam, mais eram afligidos.
Mas há algo curioso no texto bíblico:
"Quanto mais o afligiam, tanto mais se multiplicava."
Porque a perseguição pode até ferir o povo de Deus, mas não pode impedir aquilo que Deus decidiu realizar.
Quando a aflição não funcionou, Faraó mudou de estratégia.
Ele decidiu atacar a origem.
O ventre.
A geração.
O futuro.
Mandou matar os meninos hebreus para impedir que Israel continuasse crescendo.
E aqui está uma verdade que continua atual:
Toda guerra espiritual séria é travada no campo do futuro.
O inimigo não está preocupado apenas com o que você é hoje. Ele tenta destruir aquilo que você ainda pode se tornar nas mãos de Deus.
Por isso tantas pessoas vivem frustradas.
Não perderam a fé.
Não abandonaram a igreja.
Continuam orando.
Continuam adorando.
Mas perderam a expectativa.
Já não acreditam que algo novo possa nascer.
E talvez esta seja uma das maiores vitórias do inimigo:
Convencer alguém de que não vale mais a pena gerar.
Mas Deus continua sendo especialista em começar suas maiores obras exatamente onde os homens só enxergam impossibilidade.
Sara era estéril.
Rebeca era estéril.
Raquel era estéril.
E mesmo assim Deus levantou delas uma nação inteira.
Porque as promessas de Deus não dependem das circunstâncias para sobreviver.
Foi nesse cenário de crise, perseguição e medo que nasceu Moisés.
O menino que deveria morrer tornou-se o libertador de Israel.
Aquilo que Deus gera durante uma crise raramente é algo pequeno.
Muitas vezes é exatamente a resposta para uma geração inteira.
Mas o momento mais difícil da história não foi para Moisés.
Foi para sua mãe.
Joquebede o escondeu durante três meses.
Quando já não foi possível escondê-lo, ela fez um cesto, passou betume, colocou o menino dentro e o entregou às águas do rio.
Tente imaginar aquela cena.
Uma mãe voltando para casa sem o filho nos braços.
O silêncio daquela casa.
A angústia daquele coração.
E a pergunta que certamente a acompanhava:
"Será que vou vê-lo outra vez?"
Mas Joquebede compreendeu algo que todos nós precisamos aprender.
Há momentos em que não podemos mais proteger aquilo que Deus gerou. Só podemos confiar.
Existem situações que fogem completamente do nosso controle.
Há sonhos que não conseguimos sustentar sozinhos.
Há filhos que precisamos entregar aos cuidados de Deus.
Há ministérios que precisam ser colocados nas mãos dEle.
Há promessas que só sobreviverão se forem sustentadas pelo próprio Senhor.
Quando as mãos de Joquebede já não podiam alcançar Moisés, as mãos de Deus ainda podiam.
E Deus cuidou daquele menino.
O rio não foi o seu fim.
O decreto não foi o seu fim.
A crise não foi o seu fim.
O menino colocado nas águas voltou como libertador.
Anos depois, outro Menino também seria perseguido por um decreto de morte.
Herodes mandou matar os meninos de Belém.
Mas Jesus sobreviveu.
Cresceu.
Foi à cruz.
E ali Deus gerou a nossa salvação.
O túmulo também parecia o fim.
Mas não era.
Assim como o rio não foi o fim de Moisés, o túmulo não foi o fim de Cristo.
E talvez aquilo que hoje parece o fim para você também não seja.
Talvez Deus esteja apenas escrevendo um capítulo que você ainda não consegue compreender.
O mesmo Deus que cuidou de Moisés no rio continua cuidando daquilo que foi colocado em Suas mãos.
Por isso, faça o que Joquebede fez.
Entregue.
Entregue o medo.
Entregue a ansiedade.
Entregue o futuro.
Entregue aquilo que você não consegue controlar.
Joquebede entregou Moisés ao rio. Deus devolveu Moisés como libertador.
E aquilo que é entregue nas mãos de Deus nunca fica à deriva.
Gostou desta reflexão? Ajude a edificar outras vidas.

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